terça-feira, 29 de março de 2011

Este país (não) é p’ra portugueses!

    
     Acho incrível que deixem cair o Governo nesta altura.

Governo: Temos que cortar nos salários.
Oposição: Não pode ser! 'Tá mal!
Governo: Mas temos que cortar nos salários.
Oposição: Não pode ser. Isso é impensável.
Governo: Que alternativa apresentam?
Oposição: Não pode ser! 'Tá mal!

Lá dizia o outro e agora é que se aplica: “falam falam, falam falam e não fazem nada...”. Adianta de muito falar e criticar quando são zero as propostas alternativas que apresentam. Sei que esta já é uma discussão que, independentemente de tudo, vai cair em saco roto, tal como caem todas aquelas que são feitas à boca pequena e que, essas sim, talvez fossem capazes de mudar alguma coisa.

A verdade é que este país está mesmo atirado ao abandono. Se nem os votantes se chegam à frente, nem a oposição faz juz a esse carácter, nem deixar o Governo cumprir o mandato até ao fim, como havemos sequer de gritar que queremos avanço?

Há que ganhar consciência: a crise não é só portuguesa. E, infelizmente, a crise por cá é pior em valores morais do que monetários...

A ver vamos no que isto dá, até porque, ao que parece, este país não é para portugueses. Ou então talvez seja, porque já é histórico que nos acomodamos depois das grandes conquistas e que só na iminência de as perdermos é que voltamos a tentar lutar por elas. Aos crentes, aconselho que entrelacem os dedos das mãos e rezem o mais que possam; aos ateus, que não deixem que o optimismo se desvaneça por entre esta bruma de más notícias; aos pessimistas, que ousem apenas ficar calados, porque de frases pintadas a desânimo já estamos todos mais do que cheios…

Hoje em dia parece que voltou a estar em voga o hábito da manifestação, mas o problema é que – tal como em quase tudo na minha geração (e nas que a ladeiam) – também ele se banalizou: quando por tudo e por nada escrevemos num cartaz que queremos um ministro na rua ou uma frase filosófica mas mais áspera que o necessário, perdemos a capacidade de nos fazer ouvir e de, com esse gesto, elevar alto e incisivamente a nossa vontade, o nosso direito, a nossa luta.

Já é tempo de fazermos mais por nós próprios.

E fazer mais não é (só) fazer mais do mesmo, é sim fazer mais e melhor, mais e mais perspicaz, mais e mais cívico, mais e mais inteligente… Se sei como se faz? Não, não sei. Mas sinto que sou mais um daqueles que acredita que isso seria o que faria a diferença…


     Será que este país não é p’ra portugueses ou será que os portugueses é que não são p’ra este país?


terça-feira, 22 de março de 2011

"Não preciso dizer muito..."



Não preciso dizer muito.
Esta é daquelas que, independentemente de tudo, nos faz abrandar. E que bom que isso é. E que preciso que é, às vezes.
Porque a vida pode ser, por si só, "toda poesia" que, quando "soltada aos quatros ventos", pede que a sigamos "para onde for".
"Embalando com carinho" aquilo que somos, a pessoa que fazemos de nós.
Porque por vezes "falta bem mais, tenho a certeza" do que um "piano e esta canção". E a vida é a procura constante daquilo que falta. É a busca incessante da ilusão que por vezes se desfaz.
Não basta querer ser feliz e "dizê-lo assim baixinho". Mas o que bastará então?
Nem sempre temos "nos olhos a alegria", mas "no meu corpo o arrepio" da respiração existe sempre. É ela que me faz sentir-me e sonhar-me e querer-me viver mais.
Não me conheço.
Mas não me entristece que assim seja.
"Quando a força faltar", sei que há ainda caminho pela frente.
E eu quero seguir por essa estrada.
Quero que cada passo seja "todo ele melodia", construindo a harmonia desta caminhada... Não é fácil, eu sei. Mas quero lutar. E mesmo quando tenho a certeza que não quero fazê-lo, no fundo quero. E não querendo, tenho que querer.
"Falta-me soltar na noite acesa" a minha verdade.
"Falta-me soltar na noite acesa" a minha essência.
Ou talvez realmente me baste "dizê-lo assim baixinho, embalando com carinho", porque se eu me souber, talvez tudo seja melhor.

domingo, 21 de novembro de 2010

"Sanita de Boca" - parte I

Caríssimos irmãos,

Reabro hoje a época de postagens blogueiríficas, de novo carregadinhas com frutinha que, apesar de não ser de agora, continua sempre fresquinha e arejadinha de disparates.
Hoje decidi ir procurar o meu bloquinho de calinadas que ao longo do meu percuso academico-lectivo secundariano (g-sus, que diarreia verbal) fui coleccionando.
Há quem coleccione caricas, outros optam por postais, outros porta-chaves. Eu não! Eu colecciono calinadas mundanas, que me rodeiam diaria e abençoadamente.
A tarefa mais difícil será, com toda a certeza, encadear tanto disparate de uma forma minimamente lógica (se é que tal é possível), e sem retirar um pingo de piada a cada palavra, cada frase, cada conjugação verbal, cada conexão linguística carregadinha de (im)perfeição. Tentarei.

"Se fossemos um país lindo como um cravo" e "devidamente como deve ser", iríamos "perceber mais bem" que, "por exemplo, estou aqui a falar do exemplo, por exemplo", "Einstein morreu nos seus últimos anos de vida", tal como "Jesus morreu uns anos antes de Cristo". Mas pronto, isto também "já não é muito do vosso tempo agora verem muito isto", sobretudo quando analisamos a questão "no sentido do ponto de vista" em que há coisas que têm "origem em várias naturezas", o que "quase praticamente" se torna muito "dissuassor" no "nosso cútediano", causando uma enorme "bagunçória", em que "o bejectivo é este": "inovar coisas novas", tornar os cidadãos "mais activos ou menos inactivos", "aumentando grandemente" os "paradoxos que nos afrontam todos os dias" e que, "mais a seguir", provocam "uma perda no gasto" daquela "maioria toda" que foi "despedida há exactamente duas semanas, mais ou menos"... No fundo, apenas se sentem "presos em celas de prisões" e, enquanto nós "fazemos um auto-análise de nós próprios", eles "pesam o peso" das "diasrreias" que os assolam, impedindo-os de realizar "uma fuga para fugir". Enfim, tudo se resume a uma "sombra negra" que, "por exemplo, por variadíssimas razões" e "sob pena das pessoas morriam" acabam por "provocar com que" se "ela quiser ficar é porque quer"...e "não é se calhar, é quase de certeza mesmo".

Palavra do Maníaco,
Amãe, aopai e aorestodafamília.

domingo, 5 de setembro de 2010

Numa viagem para o Algarve...

Depois de longos anos sem vir postar (ok, foram só uns meses), decidi que a minha viagem para o Algarve se havia revelado o mote ideal para voltar a vir cá visitar-vos e presentear-vos com as minhas belíssimas parvoíces.
E cá está a de hoje: consiste, de grosso modo, na minha tentativa de divagar absurdamente sobre nomes de rios, ribeiras e afins que iam aparecendo na autoestrada ao longo da viagem... Nalguns casos fui bem sucedido, acho, noutros enfim...um terror, simplesmente! Comecemos...

- Rio Sorraia, está a ser filmado!

- Ribeira do Trejoito, afinal, que idade tens? Treze ou dezoito? É que com trejoito não vais longe...

- Alcácer do Sal: uma terra ao alcácer de qualquer um…

- Ribeira de S. Martinho (ora, apenas me apraz dizer que para quem tem uma ribeira, efectivamente não é um pedacinho da capa que lhe fará falta…fez muito bem em dá-la ao mendigo!)

- Ribeira de Alberguinho (todo o berguinho no aaaar… Salvo seja! -.-')

- Ribeira do Roxo, até me deixas azul...

- Ribeira de Messejana, cujo nome surgiu através da historinha seguinte: "Diz uma tia chique no SPA: messeje Ana, messeje bem que estou dorida… Messej’ana!"

- Ribeira da Perna Seca nem sei se diga para comeres mais ou para a molhares um bocadinho…

- Viaduto de Escorvas (Serão as escorvas dos dentes?)

- Ribeira de Odelouca (Ó… de louca tinha pouco!)

- Boliqueime, quando lá passei boliqueime todo para ver se era ou não verdade.

- Ribeira de Carcavai (Já desde os tempos antigos que à janela se gritava “carcavaaaai”…é lendário, quer dizer…)

- Rio Seco, lamento, mas se estás seco não há rio, logo, se calhar retiravam-te o título, não?


Desnecessário? Talvez.
Ridículo? Absolutamente.
Útil? Para quem souber rir-se disto, tal como eu.


Boa noite, bloguers.
Francisco Coelho

sábado, 19 de junho de 2010

Eu uso papel de cozinha!

Hoje decidi partilhar convosco um vício meu: o de limpar o nariz a folhas de papel de cozinha, em vez de o fazer ao tão tradicional lenço de papel.

Pois é verdade, já de há alguns anos a esta parte que me deparo com esta realidade na minha vida.
Desde cedo criei o hábito de estudar na cozinha cá de casa. Não é que tenha uma luz excelentemente apropriada para o efeito ou que esteja isenta de hipotéticas (e efectivas) distrações ao estudo ou que tenha os assentos mais confortáveis da casa, porque não tem! Então porque raio insisto eu em estudar lá? Não sei a razão concreta, mas talvez seja porque é fácil circular em torno da mesa aquando das aulas que lecciono ao vazio ou dos momentos em que tenho que interiorizar (decorar, diria) alguma coisa.

"Mas não foi isso que me trouxe hoje aqui" ao blog, pelo que não me fará perder muito tempo!
Como é natural (pelo menos na minha forma de encarar o "estudo"), uma pessoa vai tendo necessidades fisiológicas e psicológicas durante o decorrer desta actividade. Ora é a fome e toca de acabar com o stock de bolachas e iogurtes e pães cá de casa, ora é a típica vontade de fazer uma visitinha ao wc, deixando-o posteriormente bem perfumado com ambientador, ora é a televisão que está a transmitir um programa interessantíssimo *ironia*, enfim... Todos os motivos são bons para fazer uma pequena pausa! No meu caso muito particular e pessoal e individual e próprio e coise, para além de todas estas necessidades assola-me por vezes a vontade de assoar o nariz! E é aqui que começa a minha odisseia...
Podia falar-vos das imensas cores, dos imensos padrões, das imensas marcas. Mas não o vou fazer, até porque seria um seca e pêras! Podia falar-vos da maciez do papel de cozinha quando comparado com o típico lenço de papel... Mas não vou falar, e sabem porquê? Porque na verdade o papel de cozinha não é mais macio! -.-' Aliás, queiram comparar a tonalidade que a vossa batata nasal adquire depois de limparem o nariz com um lenço de papel ou com uma folha de papel de cozinha e verificam claramente que com a segunda, ele fica bem mais vermelhinho e mal-tratado. Se tenho tendências sadomaso? Não, não tenho, de todo! Utilizo o papel de cozinha porque está mais à mão. Fica sempre do lado direito do local onde me sento a estudar, enquanto que os lenços de papel ficam no balcão em frente, ou seja, teria que dar mais um quarto de volta para os ir buscar...uma estafa, nem pensar! E depois, imaginem só o prazer de puxar pela folha de papel de cozinha, vê-la dirigir-se a nós enquanto o rolo roda no suporte... Não é uma visão bonita? *.* (Não, não é, eu sei! Mas deixem-me procurar argumentos para validar a minha atitude recorrente.) Comparem agora isso com o acto de abrir um pacote de lenços de papel e puxar um de lá de dentro...oh, muito menos emocionante, nem tentem contrariar-me!

É curioso constatar que, exactamente neste momento, tenho do meu lado esquerdo, sobre a secretária do escritório, uma folha de papel de cozinha branca com uns riscos verdes, castanhos e laranja, dobrada em 4 à espera da próxima assoadela *.* Vejam só quão rebuscada é a minha mente! Tendo eu mudado hoje de local de estudo, dei-me ao trabalho de trazer comigo da cozinha (após o pequeno-almoço) esta minha amiguinha, para me valer nas horas difíceis em que o estudo não rende e/ou o muco nasal ameaça obstruir as minhas vias respiratórias...

Eu uso papel de cozinha, e tu?


Sabem o que vos digo?
Que, efectivamente, cada maluco tem as suas manias...
E as minhas estão cada vez mais crónicas...


"Não Há Cordéis Em Mim" (in Pinóquio)

quarta-feira, 16 de junho de 2010

Um repto!

Meus amigos, deixo-vos um repto: sugiram-me temas sobre os quais gostariam que eu tentasse divagar, escrever, "cronicar"! (:
Mas vá, sejam originais.

quarta-feira, 2 de junho de 2010

Divagação Noctivaga (é, de longe, mais pomposo o título do que o texto, acreditem!)

Mais uma noite em que os olhos pesam mais do que gostaria.
Os ouvidos procuram barulhos em volta, para não deixarem que o cérebro adormeça.
O cansaço palpita-me nas veias a um ritmo superior ao do coração!
Mas as responsabilidades exigem de nós esforços que nem sempre optaríamos por fazer.

Poesias à parte...
Quem é que um dia se lembrou de inventar isso das responsabilidades? -.-'
Com certeza alguém que, num momento de absurda pacatez de alma, decidiu arranjar alguma coisa que o impedisse de não ter nada para fazer...como se isso fosse mau! Ai ai.
Das duas uma: ou ainda não tinham inventado o pomposo conceito de faculdade, ou então tinha uma vida efectivamente tão preenchida que se dava ao luxo de dormir de dia e, por isso, nunca deu verdadeiro valor à noite como tempo ideal de produzir sons ressonantes e fluídos baboso-etecétricos.
Há pessoas que, sem dúvida, mesmo já estando enterradinhas, mereciam que as assassinassemos... Com carinho, claro!

Enfim. Já me calei.
(Ligeira sensação: acho que este post só denegrirá a minha imagem!)