sábado, 19 de junho de 2010

Eu uso papel de cozinha!

Hoje decidi partilhar convosco um vício meu: o de limpar o nariz a folhas de papel de cozinha, em vez de o fazer ao tão tradicional lenço de papel.

Pois é verdade, já de há alguns anos a esta parte que me deparo com esta realidade na minha vida.
Desde cedo criei o hábito de estudar na cozinha cá de casa. Não é que tenha uma luz excelentemente apropriada para o efeito ou que esteja isenta de hipotéticas (e efectivas) distrações ao estudo ou que tenha os assentos mais confortáveis da casa, porque não tem! Então porque raio insisto eu em estudar lá? Não sei a razão concreta, mas talvez seja porque é fácil circular em torno da mesa aquando das aulas que lecciono ao vazio ou dos momentos em que tenho que interiorizar (decorar, diria) alguma coisa.

"Mas não foi isso que me trouxe hoje aqui" ao blog, pelo que não me fará perder muito tempo!
Como é natural (pelo menos na minha forma de encarar o "estudo"), uma pessoa vai tendo necessidades fisiológicas e psicológicas durante o decorrer desta actividade. Ora é a fome e toca de acabar com o stock de bolachas e iogurtes e pães cá de casa, ora é a típica vontade de fazer uma visitinha ao wc, deixando-o posteriormente bem perfumado com ambientador, ora é a televisão que está a transmitir um programa interessantíssimo *ironia*, enfim... Todos os motivos são bons para fazer uma pequena pausa! No meu caso muito particular e pessoal e individual e próprio e coise, para além de todas estas necessidades assola-me por vezes a vontade de assoar o nariz! E é aqui que começa a minha odisseia...
Podia falar-vos das imensas cores, dos imensos padrões, das imensas marcas. Mas não o vou fazer, até porque seria um seca e pêras! Podia falar-vos da maciez do papel de cozinha quando comparado com o típico lenço de papel... Mas não vou falar, e sabem porquê? Porque na verdade o papel de cozinha não é mais macio! -.-' Aliás, queiram comparar a tonalidade que a vossa batata nasal adquire depois de limparem o nariz com um lenço de papel ou com uma folha de papel de cozinha e verificam claramente que com a segunda, ele fica bem mais vermelhinho e mal-tratado. Se tenho tendências sadomaso? Não, não tenho, de todo! Utilizo o papel de cozinha porque está mais à mão. Fica sempre do lado direito do local onde me sento a estudar, enquanto que os lenços de papel ficam no balcão em frente, ou seja, teria que dar mais um quarto de volta para os ir buscar...uma estafa, nem pensar! E depois, imaginem só o prazer de puxar pela folha de papel de cozinha, vê-la dirigir-se a nós enquanto o rolo roda no suporte... Não é uma visão bonita? *.* (Não, não é, eu sei! Mas deixem-me procurar argumentos para validar a minha atitude recorrente.) Comparem agora isso com o acto de abrir um pacote de lenços de papel e puxar um de lá de dentro...oh, muito menos emocionante, nem tentem contrariar-me!

É curioso constatar que, exactamente neste momento, tenho do meu lado esquerdo, sobre a secretária do escritório, uma folha de papel de cozinha branca com uns riscos verdes, castanhos e laranja, dobrada em 4 à espera da próxima assoadela *.* Vejam só quão rebuscada é a minha mente! Tendo eu mudado hoje de local de estudo, dei-me ao trabalho de trazer comigo da cozinha (após o pequeno-almoço) esta minha amiguinha, para me valer nas horas difíceis em que o estudo não rende e/ou o muco nasal ameaça obstruir as minhas vias respiratórias...

Eu uso papel de cozinha, e tu?


Sabem o que vos digo?
Que, efectivamente, cada maluco tem as suas manias...
E as minhas estão cada vez mais crónicas...


"Não Há Cordéis Em Mim" (in Pinóquio)

quarta-feira, 16 de junho de 2010

Um repto!

Meus amigos, deixo-vos um repto: sugiram-me temas sobre os quais gostariam que eu tentasse divagar, escrever, "cronicar"! (:
Mas vá, sejam originais.

quarta-feira, 2 de junho de 2010

Divagação Noctivaga (é, de longe, mais pomposo o título do que o texto, acreditem!)

Mais uma noite em que os olhos pesam mais do que gostaria.
Os ouvidos procuram barulhos em volta, para não deixarem que o cérebro adormeça.
O cansaço palpita-me nas veias a um ritmo superior ao do coração!
Mas as responsabilidades exigem de nós esforços que nem sempre optaríamos por fazer.

Poesias à parte...
Quem é que um dia se lembrou de inventar isso das responsabilidades? -.-'
Com certeza alguém que, num momento de absurda pacatez de alma, decidiu arranjar alguma coisa que o impedisse de não ter nada para fazer...como se isso fosse mau! Ai ai.
Das duas uma: ou ainda não tinham inventado o pomposo conceito de faculdade, ou então tinha uma vida efectivamente tão preenchida que se dava ao luxo de dormir de dia e, por isso, nunca deu verdadeiro valor à noite como tempo ideal de produzir sons ressonantes e fluídos baboso-etecétricos.
Há pessoas que, sem dúvida, mesmo já estando enterradinhas, mereciam que as assassinassemos... Com carinho, claro!

Enfim. Já me calei.
(Ligeira sensação: acho que este post só denegrirá a minha imagem!)